domingo, 10 de novembro de 2013

                                               vi no clube dos homens

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Canção de Amor



Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir em casa de novo
Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir inteiro de novo
Sempre que estou sozinho com você

Você me faz sentir jovem de novo
Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir como se eu fosse divertido de novo

Mesmo distante
Eu vou sempre te amar
Mesmo eu estando longe
Eu vou sempre te amar
Quaisquer palavras que eu disser
Eu vou sempre te amar
Eu vou sempre te amar

Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir livre de novo
Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir limpo de novo

Mesmo distante
Eu vou sempre te amar
Mesmo eu estando longe
Eu vou sempre te amar
Quaisquer palavras que eu disser
Eu vou sempre te amar
Eu vou sempre te amar

domingo, 25 de setembro de 2011

Ultimos meses

Tantas coisas aconteceram nesses últimos sete meses que me fizeram rever minha vida e ver que para ser feliz mudar era preciso. Chorei, culpei pessoas, questionei a Deus e fiz muitos "porquês", tantas coisas tinham acontecido e em tão pouco tempo, me senti completamente perdido nos acontecimentos e nos meus pensamentos, que pareciam não querer ficar dentro da minha cabeça e iam atropelando uns aos outros me fazendo parecer que ia enlouquecer com tudo aquilo!
Mas com paciência e com o tempo, vi que era preciso tudo aquilo para que pudesse me abrir ao novo e hoje agradeço pelo aprendizado, pelas pessoas que me ajudaram, direta ou indiretamente.
Agradeço por me mostrar o melhor caminho, as melhores pessoas, as não confiáveis por mais que essa descoberta me fizesse sofrer, rever alguns valores, vontades e desejos, me fez querer ser uma pessoa melhor.
Esses sete meses não foram só de coisas ruins, muitas coisas boas aconteceram, e em maior número, grandes pessoas entraram na minha vida, outras que eu julgava fazer parte estão em quarentena, parece estranho, mas é a mais pura verdade, são aquelas que você ainda questiona os prós e os contras, se valem a pena ou não insistir.
Pode parecer hipocrisia o que estou escrevendo aqui, muitas pessoas vão pensar assim, vão até apontar e dizer que tudo não passa de uma imagem a ser vendida, a essas pessoas pouco me importa o que pensem, o que vale é o que estou sentindo, o resto é resto.
Mas haverá aquelas pessoas que permaneceram ao meu lado, que me conhecem e acreditam no meu caráter, a essas o meu muito obrigado, vocês fazem parte da minha vida e jamais esquecerei disso.
O que vai ser daqui pra frente ? Não sei !
Não posso prever o futuro, se pudesse .....
Enquanto isso vou seguindo meu caminho, com altos e baixos como todo mundo, mas satisfeito por ter conseguido dar o primeiro passo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Seja pouco, mas seja você mesmo.
E se esse pouco não servir pra alguém, não mude.
Pois esse alguém será pouco pra você.

Fica Dica =P

No que Estou Pensando

Não poderia esquecer o que disse a ela, na última conversa. Algo como “se um dia você conseguir perdoar um idiota, ligue pra mim”. Não é fácil dizer esse tipo de coisa, a mais pura verdade. Eu fui idiota, sou ainda, quem sabe pra sempre. Coisa que pode ser vista como positiva, quando você se relaciona com um, drasticamente diminuem as chances de desapontamento. Ou seja, aquele papo de que todos têm seu lado bom, e talvez o meu seja esse. E talvez só esse.
Ela deve ter entendido bem o resumo que fiz de mim mesmo, porque me telefonou do escritório. Minhas pernas sambam involuntariamente quando ouço o timbre da sua voz. Não queria aquela como “A-Última-Conversa”, possivelmente porque quem foi embora fui eu. Todas as mulheres que conheci não suportam a sensação de ser largada, mesmo que estafada pelo excesso de companhia ou pela escassez de encanto, aquele combustível que elas precisam pra terminar o dia bem. Faça um último favor a elas: seja abandonado e generoso, passe a palavra pra que ela possa dizer que acabou.

Bem, foi o que ela disse – acabou. Pronto, mais aliviada? Perguntou se eu ficaria bem e tal. Resmunguei alguma coisa. Dizem que quando você morre, seu corpo perde 21 gramas, mas o gozado é que senti uma vida inteira subtraída de mim. Aí ela disse algo sobre o céu, do quanto ele é, na realidade, intocável. Existe um ponto na subida para tocá-lo com a ponta dos dedos que você se perde, sabe? E quando vê, alcançou o vácuo, a escuridão, o vazio, aquele espaço onde as dúvidas não têm mais justificativas. Vocês concordam em ir longe, e acabam longe demais.
Ela disse que há tempos sabia que não tinha jeito, mas ia empurrando com a barriga mesmo assim. Eu, silêncio. Ela disse que poderia ser apenas um intervalo para reflexões, não sabia, acontece que o tempo falha e a culpa acaba caindo sobre nós – no amor não existe uso correto da vírgula. Eu, silêncio. Ela falou mais montes de coisas, das quais me lembro muito pouco, mas sei que nada fazia muito sentido. Eu, silêncio. E ela, vamos lá, me diga alguma coisa, no que você está pensando?
O que estou pensando? Bem, o que estou pensando. Pra variar, em coisas discrepantes com tudo que você fala sem parar. Estou pensando que essa conversa vai me render um câncer no cu daqui umas semanas. Pensando nas vezes que lambi os dedos do seu pé no escuro do edredom em noites esfomeadas. Pensando naquela vez que discutimos por conta daquele episódio de “Friends” que o Ross dorme com a garota do xerox e a Rachel descobre e fica puta, lembro da sua opinião poderando que eles realmente estavam dando um tempo e isso me deixou puto. Nas vezes que fiz você levantar ranzinza às sete das manhãs de sábado pra me abrir a porta.
No que estou pensando? Naquela interminável semana que sua menstruação falhou, e nas perguntas retóricas tipo “o que a gente vai fazer agora?” Pensando no dia que descobri que você curtia McFly e a minha decepção. Nos dias que não passávamos de amigos. Nas vezes que te deixei falando sozinha. Nos cheiros que você me dava no nariz, nos beijos que dei nos seus olhos. Nas suas sandálias pela casa, nas minhas toalhas molhadas sobre a cama. Em quando você prendia o lábio inferior com os dentes, tentando não sorrir porque achava que não devia estar sorrindo.
Dizem também que quando a gente morre, um filme atravessa seus olhos em poucos segundos e vai ver é por aí. Só estou pensando que a gente está deixando o amor escoar pelo esgoto, e essa conversa é uma espécie de azulejos claros, floridos e bonitos mascarando pra onde vai essa merda toda. Só estou pensando: por que mesmo um casal acaba?
Nada, nada, nada, nada, nada. Não estou pensando nada. Tenha uma vida boa. E não se sinta confortável em sair e entrar como se a casa ainda fosse sua, como se fosse difícil carregar tudo de uma só vez. O mais pesado você já levou.

Retirado do Malvadas.org

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor